Garota publica em site pedido de demissão.
Segundo a história, publicada no site The Chive, uma jovem indignada manda um e-mail para a empresa inteira com fotos dela usando um whiteboard para pedir demissão e expor os seus motivos. O principal motivo que fez com que ela tomasse esta decisão foi ter ouvido o chefe a chamar de HOPA (Hot Piece of Ass).
Parecia um ato heróico, até que o site Lemondrop desmascarou um possível marketing viral para propor uma aparição na revista masculina Playboy, que está praticamente quebrada nos estados unidos. É interessante que no início das fotos ela adota um look nerd, tipo Ugly Beth, mas que no final se descobre sexy, como em todo besteirol americano.
Existe até uma página no Facebook coletando "assinaturas" para este ensaio na Playboy!!!
Confira em: http://www.facebook.com/JennyDryErase
Sempre que vejo estas coisas absurdas na Internet tomo o cuidado de investigar melhor. Outro dia recebi um post sobre a data do filme "De volta para o Futuro". Boato!
Minha mãe me enviou um outro e-mail sobre a pesca de tubarões utilizando animais de estimação. Esse era verdade, fiquei muito chateado e nem tenho coragem de publicar o caminho. Não procurem, é revoltante mesmo!
Tecnologia e negócios, assuntos mixados. Todos querem trabalhar com Scrum e Devops para entregar mais rápido com qualidade. Time-to-Maket ou morte. O conceito Digital chega com toda a força criando Organizações Exponenciais (ExO) empresas pequenas e enxutas, as Lean Startups, com lucratividade vertiginosas que as grande nem sonham em alcançar. A tecnologia fidelizando os clientes. Seja bem-vindo(a)! Participe.
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
O cara legal é a chave para a harmonia no escritório
Li esse artigo no Jornal Valor, uma tradução infeliz de "Nice dud is key to office harmony", de Lucy Kellaway, colunista do Financial Times.
Precisamos de alguns chefes e professores incompetentes
Durante a reunião final do ano escolar de minha filha, na semana passada, os alunos se despediram de uma professora que estava sendo substituída. A senhorita T era conhecida por sua debilidade na transmissão de conhecimentos; o novo diretor decidiu que faria mais sentido transmitir o cargo para alguém que soubesse de fato ensinar. Mesmo assim, as garotas subiram nas cadeiras e aplaudiram e gritaram. Elas adoravam a senhorita T. Ela era uma mulher querida e gentil, que já trabalhava na escola muito antes de as alunas nascerem. De todas as coisas que elas tinham contra o diretor que estava promovendo reformas, a demissão da professora era a mais imperdoável.
No fim de semana anterior, a diretora do Office for Standards in Education (Ofsted), o órgão do governo britânico que inspeciona o padrão das escolas e professores, havia afirmado que era preciso ter um professor ruim em cada escola primária. Previsivelmente, houve uma grita geral. Mas Zenna Atkins estava certa.
Precisamos ocasionalmente de um professor ruim. E mais do que isso: precisamos ocasionalmente de um administrador ruim e também de um trabalhador ruim. O ponto de vista de Atkins é o de que um professor ruim ensina as crianças a respeitarem a autoridade do cargo, mesmo que o encarregado não mereça respeito nenhum. Essa lição, observou ela corretamente, é útil mais tarde na vida. Lidar com idiotas com autoridade é uma habilidade necessária em todos os locais de trabalho e quanto antes ela for aprendida, melhor.
Ela também poderia ter usado outros argumentos. O mau ensino nos faz respeitar mais o bom ensino, uma vez que sem o ruim, o bom não significa nada. E o mais importante: os professores ruins encorajam os alunos a serem astuciosos. Tive sorte de ter professores ruins no ensino primário, uma vez que isso me preparou para Oxford, onde o mau ensino foi levado a um novo patamar. Na verdade, muitos dos professores que me "ensinaram" nem se preocupavam em esconder que faziam aquilo por fazer, de modo que não tive escolha a não ser aprender sozinha.
Nos escritórios, os argumentos a favor dos perdedores são ainda mais fortes. Trabalhar num lugar onde todos são excelentes seria um inferno. E também perigoso: veja só o que acontece nos bancos de investimento. Todas aquelas pessoas espertas e competitivas juntas, sem uns poucos perdedores para desencorajá-los de inventar derivativos tão complicados que ninguém conseguia entendê-los.
Também precisamos de trabalhadores ruins como meio de medida. O bom senso administrativo dita que todo mundo precisa se avaliar diante das melhores práticas. Na verdade, avaliar-se contra as piores práticas é uma ideia muito melhor: no fim das contas, ela leva você ao mesmo lugar, mas eleva o moral no processo. De fato, nada me estimula mais em certos dias em que estou tendo dificuldades para escrever, do que ler o texto ruim de um jornalista sem talento. Aí, me sinto como se fosse Marcel Proust, e as palavras começam a fluir.
No entanto, o argumento mais premente não é a necessidade de as organizações terem alguns administradores ruins ou as escolas terem alguns professores ruins. Existe um grande excesso de oferta de perdedores em todas as situações da vida; o problema é o que fazer a respeito.
Há várias opções. A primeira é tentar, por meio de treinamento e uma mistura de recompensas e punições, converter perdedores em não-perdedores. Isso é admirável, mas um trabalho duro quando as chances de sucesso são pequenas. A característica que define um verdadeiro perdedor é que ele ou ela resiste, resoluto(a), em melhorar.
A segunda opção é se engajar na limpeza étnica dos trabalhadores fracos e problemáticos e demitir os 10% piores todos os anos. Esse sistema se tornou famoso por Jack Welch, mas ele é tão detestável que hoje nem mesmo a General Electric o usa com a religiosidade do passado.
A terceira opção é encontrar uma saída para a situação, demitindo alguns funcionários ruins e tolerando o resto. Isso é o que a maior parte das empresas acaba fazendo, mas o problema é que elas não fazem isso bem. Elas não descobriam o princípio que minha filha e suas colegas aprenderam na despedida da professora: livrem-se dos perdedores repulsivos se quiserem, mas mantenham os agradáveis.
Dois anos atrás, li um artigo na "Harvard Business Review" que dizia que as pessoas agradáveis são valiosas porque mantêm as equipes unidas. O artigo constatava que todos nós preferimos o tolo agradável em detrimento do idiota incompetente.
Mas há outro motivo para que sejamos gentis com o tolo agradável. Faz com que todos se sintam melhores. Quando vejo alguém que é incompetente e se agarra de maneira brutal a um bom emprego, isso me deixa irritada com meu empregador por má administração. Mas quando eu vejo alguém que não tem jeito, mas é amável, sendo colocado em um cargo em que não representará perigo, isso me faz concluir que meu empregador tem bom coração e que o mundo não é um lugar tão ruim, afinal.
Lucy Kellaway é colunista do FT
Sua coluna é publicada às segundas-feiras no editorial de Carreira
Fonte: Valor Econômico online, 26/07/2010
Original: Financial Times
http://www.ft.com/cms/s/0/fd49cde0-911f-11df-b297-00144feab49a.html
Precisamos de alguns chefes e professores incompetentes
Durante a reunião final do ano escolar de minha filha, na semana passada, os alunos se despediram de uma professora que estava sendo substituída. A senhorita T era conhecida por sua debilidade na transmissão de conhecimentos; o novo diretor decidiu que faria mais sentido transmitir o cargo para alguém que soubesse de fato ensinar. Mesmo assim, as garotas subiram nas cadeiras e aplaudiram e gritaram. Elas adoravam a senhorita T. Ela era uma mulher querida e gentil, que já trabalhava na escola muito antes de as alunas nascerem. De todas as coisas que elas tinham contra o diretor que estava promovendo reformas, a demissão da professora era a mais imperdoável.
No fim de semana anterior, a diretora do Office for Standards in Education (Ofsted), o órgão do governo britânico que inspeciona o padrão das escolas e professores, havia afirmado que era preciso ter um professor ruim em cada escola primária. Previsivelmente, houve uma grita geral. Mas Zenna Atkins estava certa.
Precisamos ocasionalmente de um professor ruim. E mais do que isso: precisamos ocasionalmente de um administrador ruim e também de um trabalhador ruim. O ponto de vista de Atkins é o de que um professor ruim ensina as crianças a respeitarem a autoridade do cargo, mesmo que o encarregado não mereça respeito nenhum. Essa lição, observou ela corretamente, é útil mais tarde na vida. Lidar com idiotas com autoridade é uma habilidade necessária em todos os locais de trabalho e quanto antes ela for aprendida, melhor.
Ela também poderia ter usado outros argumentos. O mau ensino nos faz respeitar mais o bom ensino, uma vez que sem o ruim, o bom não significa nada. E o mais importante: os professores ruins encorajam os alunos a serem astuciosos. Tive sorte de ter professores ruins no ensino primário, uma vez que isso me preparou para Oxford, onde o mau ensino foi levado a um novo patamar. Na verdade, muitos dos professores que me "ensinaram" nem se preocupavam em esconder que faziam aquilo por fazer, de modo que não tive escolha a não ser aprender sozinha.
Nos escritórios, os argumentos a favor dos perdedores são ainda mais fortes. Trabalhar num lugar onde todos são excelentes seria um inferno. E também perigoso: veja só o que acontece nos bancos de investimento. Todas aquelas pessoas espertas e competitivas juntas, sem uns poucos perdedores para desencorajá-los de inventar derivativos tão complicados que ninguém conseguia entendê-los.
Também precisamos de trabalhadores ruins como meio de medida. O bom senso administrativo dita que todo mundo precisa se avaliar diante das melhores práticas. Na verdade, avaliar-se contra as piores práticas é uma ideia muito melhor: no fim das contas, ela leva você ao mesmo lugar, mas eleva o moral no processo. De fato, nada me estimula mais em certos dias em que estou tendo dificuldades para escrever, do que ler o texto ruim de um jornalista sem talento. Aí, me sinto como se fosse Marcel Proust, e as palavras começam a fluir.
No entanto, o argumento mais premente não é a necessidade de as organizações terem alguns administradores ruins ou as escolas terem alguns professores ruins. Existe um grande excesso de oferta de perdedores em todas as situações da vida; o problema é o que fazer a respeito.
Há várias opções. A primeira é tentar, por meio de treinamento e uma mistura de recompensas e punições, converter perdedores em não-perdedores. Isso é admirável, mas um trabalho duro quando as chances de sucesso são pequenas. A característica que define um verdadeiro perdedor é que ele ou ela resiste, resoluto(a), em melhorar.
A segunda opção é se engajar na limpeza étnica dos trabalhadores fracos e problemáticos e demitir os 10% piores todos os anos. Esse sistema se tornou famoso por Jack Welch, mas ele é tão detestável que hoje nem mesmo a General Electric o usa com a religiosidade do passado.
A terceira opção é encontrar uma saída para a situação, demitindo alguns funcionários ruins e tolerando o resto. Isso é o que a maior parte das empresas acaba fazendo, mas o problema é que elas não fazem isso bem. Elas não descobriam o princípio que minha filha e suas colegas aprenderam na despedida da professora: livrem-se dos perdedores repulsivos se quiserem, mas mantenham os agradáveis.
Dois anos atrás, li um artigo na "Harvard Business Review" que dizia que as pessoas agradáveis são valiosas porque mantêm as equipes unidas. O artigo constatava que todos nós preferimos o tolo agradável em detrimento do idiota incompetente.
Mas há outro motivo para que sejamos gentis com o tolo agradável. Faz com que todos se sintam melhores. Quando vejo alguém que é incompetente e se agarra de maneira brutal a um bom emprego, isso me deixa irritada com meu empregador por má administração. Mas quando eu vejo alguém que não tem jeito, mas é amável, sendo colocado em um cargo em que não representará perigo, isso me faz concluir que meu empregador tem bom coração e que o mundo não é um lugar tão ruim, afinal.
Lucy Kellaway é colunista do FT
Sua coluna é publicada às segundas-feiras no editorial de Carreira
Fonte: Valor Econômico online, 26/07/2010
Original: Financial Times
http://www.ft.com/cms/s/0/fd49cde0-911f-11df-b297-00144feab49a.html
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segunda-feira, 30 de março de 2009
Fui demitido. Como encontrar um novo emprego?
Ao menos uma vez na vida, você ser demitido.
Não importa se você é esforçado, se sabe executar alguma atividade de forma exemplar ou ama o seu trabalho; as empresas passam por ciclos, e em poucos anos vão reduzindo a sua força de trabalho. Especialmente em períodos de crise econômica, como os dias atuais.
Se você foi demitido, a primeira coisa é não se culpar e se dedicar a sua recolocação. Não adianta amaldiçoar as pessoas com que você trabalhou ou o seu antigo trabalho.
Mãos a obra:
Fonte:
http://www.quintcareers.com/career_doctor_cures/fired_downsized.html
Não importa se você é esforçado, se sabe executar alguma atividade de forma exemplar ou ama o seu trabalho; as empresas passam por ciclos, e em poucos anos vão reduzindo a sua força de trabalho. Especialmente em períodos de crise econômica, como os dias atuais.
Se você foi demitido, a primeira coisa é não se culpar e se dedicar a sua recolocação. Não adianta amaldiçoar as pessoas com que você trabalhou ou o seu antigo trabalho.Mãos a obra:
- Reveja o seu curriculum - Não tenha em mente que você vai fazer um curriculum "matador" que vai distribuir para todos os que você conhece ou comprar uma base de e-mail para se juntar aos SPAMMERS. É necessário ter um curriculum base, mas esteja pronto para reescrevê-lo de acordo com a oportunidade que aparecer. É interessante escrever sobre projetos de sucesso, processos que geraram valor para o negócio, tais como redução de custos ou aumento de receita. Números funcionam como música no ouvido dos empregadores;
- Network, network, network - A sua rede de relacionamentos é a melhor forma de conquistar um novo emprego. Seu novo emprego pode estar num fornecedor da sua ex-empresa, num curso de atualização, na indicação de um colega de faculdade, num amigo que recentemente pediu demissão, na sua família... Utilize sites de redes sociais, como por exemplo Linkedin ou Plaxo, mas por favor, esqueça Orkut ou Facebook. Ninguém sério vai te contratar por suas fotos ou por associações em comunidades, como por exemplo: "eu odeio acordar cedo". Dedique algum tempo para construir sua rede de relacionamento. Você pode começar importando a sua lista de contatos do seu e-mail ou digitando os cartões de visita que você sempre guardou, mas nunca usou. Buscar por recomendações (endorsements) ou responder a dúvidas dos outros usuários vão promover o seu curriculum;
- Visite suas referências - Procure identificar quais são as melhores. Marque um almoço com cada uma delas.
- Esteja preparado para trabalhar - Conquistar um novo emprego exige trabalho duro. Considere como se você ainda estivesse trabalhando. Levante cedo, tire o pijama e mãos a obra. Empreenda pelo menos 8 horas por dia;
- Encare os fatos - Tente entender quais foram os motivos que te levaram a demissão. Pelo menos, esteja preparado para dizer porque você saiu do seu último emprego e nunca culpe um supervisor ou gerente antigo, isso vai tirar suas chances de se sair bem na entrevista. Treine a entrevista, escrevendo perguntas e respostas;
- Esteja preparado para a rejeição - Nestes tempos difíceis pode ser um pouco mais difícil encontrar o emprego ideal, mas não se abata, sempre olhe para frente;
- Especialize-se - Faça algum curso importante para o seu curriculum. Pese em algum curso que possa te preparar para o mercado e que ainda amplie o seu network!
Fonte:
http://www.quintcareers.com/career_doctor_cures/fired_downsized.html
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